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CÂNCER DE MAMA

Assim como os tumores em outras partes do corpo, o câncer de mama surge quando, por meio de estímulos diversos, uma célula sofre dano em seu DNA e passa a se multiplicar de forma acelerada e desordenada, substituindo o tecido saudável.

O tumor tem ainda a capacidade de invadir outros órgãos, localmente ou a distância, pela circulação sanguínea ou pela circulação linfática. O câncer de mama é uma doença heterogênea, ou seja, apresenta diversos subtipos e também características distintas. Alguns tumores expressam receptores hormonais, e outros apresentam hiperexpressão da proteína HER2. Além disso, graças aos estudos científicos, novas informações sobre o câncer ainda estão sendo descobertas.

PREVENÇÃO

Prevenção primária:

Prática de atividade física regular, alimentação saudável com a manutenção do peso corporal ideal e amamentação estão associadas a um menor risco de desenvolvimento do câncer de mama. A abstinência do álcool também é considerada um fator protetor.

Prevenção secundária:

A prevenção secundária ou rastreamento do câncer de mama tem como objetivo diagnosticar a doença em sua fase inicial, quando as chances de cura são muito maiores. Recomenda-se que as mulheres realizarem a mamografia anualmente ou a cada dois anos, entre os 50 e os 69 anos. Porém, o médico deve avaliar individualmente cada caso para determinar a necessidade de exames fora dessa faixa etária.

SINTOMAS

O câncer de mama, particularmente em fases iniciais, não apresenta sintomas. O tumor pode ser identificado por meio de exames de rastreamento como o ultrassom e a mamografia.

Quando a doença apresenta sintomas, a paciente e seu médico podem identificar: nódulo na mama (normalmente endurecido), aumento no tamanho dos linfonodos das axilas ou de outras regiões, alterações da pele (vermelhidão ou aspecto de casca de laranja), alterações no mamilo, edema na mama, dor na mama, entre outros.

Quando o câncer de mama se espalha e se inicia em outro local do corpo, a paciente pode apresentar dor nos ossos, dor no fígado, náuseas, distensão abdominal, icterícia, tosse, falta de ar e dor torácica, ente outros.

AUTOEXAME

Durante a observação, é importante avaliar tamanho, forma e cor das mamas. Inchaços, abaixamentos, saliências ou rugosidades também são alertas.

Caso existam alterações que não estavam presentes no exame anterior ou existam diferenças entre as mamas, é recomendado consultar um médico ginecologista ou mastologista.

A orientação atual é que a mulher faça a observação e a autopalpação das mamas sempre que se sentir confortável (no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem necessidade de uma técnica específica de autoexame. É importante que as mulheres fiquem atentas a qualquer alteração suspeita na mama. Quando a mulher conhece bem suas mamas e se familiariza com o que é normal para ela, pode estar atenta a essas alterações e buscar o serviço de saúde para investigação diagnóstica.

TRATAMENTO

O tratamento depende do estágio em que a doença é diagnosticada, idade e condições clínicas da paciente. Deve ser sempre individualizado, levando-se em conta as possibilidades, riscos e benefícios de cada intervenção. Pacientes com doenças no mesmo estágio podem realizar tratamentos diferentes, dependendo de características do tumor e do indivíduo.

Quando detectada em estágios iniciais, as chances de cura são maiores. O tratamento é multidisciplinar, envolvendo cirurgia (com médico mastologista), tratamento com medicações específicas como hormonioterapia ou quimioterapia, além de agentes alvo-moleculares (com médico oncologista) e radioterapia (com médico radioterapeuta). Muitas vezes, a paciente passa por mais de uma modalidade de tratamento, visando redução do risco de recidiva.

Quando a doença encontra-se em estado mais avançado (metástases), a paciente também pode passar por mais de uma modalidade de tratamento, visando o controle da doença por mais tempo e a melhor qualidade de vida.

MITOS E VERDADES

Desodorante pode causar câncer de mama?

Não existem células mamárias nas axilas. Não existem pesquisas nem estudos que demonstrem esta relação.

Se eu faço o autoexame de mamas todos os meses, não preciso fazer mamografia?

Nem o autoexame, nem o exame clínico, nem a mamografia são eficientes sozinhos. Consulte um médico especialista.

Próteses de silicone podem causar câncer?

Não há relação entre câncer de mama e próteses de silicone.

O consumo de bebidas alcoólicas aumenta a chance de desenvolver câncer de mama?

Sim, a relação entre o abuso do álcool e o aumento da incidência de câncer de mama já foram comprovadas.

A obesidade é fator de risco para o câncer de mama?

Sim, a relação entre a obesidade e aumento da incidência de câncer de mama no período pós-menopausa já foi comprovada.

Ter vários filhos reduz a chance de desenvolver câncer de mama?

Sim, existem dados que relacionam o aumento da incidência de câncer de mama em mulheres que nunca pariram nem amamentaram.

FERTILIDADE

Nem todos os tipos de tratamento afetam a fertilidade. Se a paciente precisar somente de cirurgia e radioterapia, o tratamento não terá impacto na fertilidade. O mesmo não pode ser dito sobre a quimioterapia, que pode causar insuficiência ovariana (menopausa precoce), devido aos medicamentos utilizados no tratamento. Existem vários mecanismos que explicam a toxicidade de alguns quimioterápicos que acabam destruindo os folículos (que contém óvulos) nos ovários.

Se você foi diagnosticada com a doença e pretende ter filhos, é prudente procurar o seu médico para avaliar e definir o tratamento adequado para o seu caso. Hoje existem algumas opções de preservação da fertilidade feminina, sem que haja um atraso no tratamento oncológico.

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